
Nunca foram unanimidade, nem populares entre os usuários. Atualmente, porém, é cada vez mais comum encontrar sites com o famigerado link “mapa do site” ou “site map”. De forma geral, o site map sempre representou certa “imponência” do site pois, como o próprio nome sugere, se um site possui um mapa para os visitantes se localizarem dentro dele, espera-se que seja um site “grande”.
Mas afinal, o que é um site map? Jakob Nielsen define-o como um recurso secundário de navegação, no qual os usuários têm uma visão geral de todas as áreas do site em uma única tela. O site map atende a um dos princípios mais antigos da usabilidade: Prover representação visual do espaço da informação, de forma a auxiliar os usuários a entenderem aonde podem ir. Nielsen ainda diz que o mapa do site pode ser um suplemento útil à navegação (primária) de um website ou intranet.
A idéia do site map é, teoricamente, muito boa. Em geral a idéia de uma página conter, de forma resumida, todos os “setores” do site, bem como o caminho e/ou link direto para acessá-los, é agradável. Mas por que eu disse “teoricamente”?
Uma pesquisa feita pelo site useit.com (de autoria de Nielsen) revela que os site maps são raramente utilizados, sendo que menos de 10% dos usuários procuram pelo mapa do site quando querem ter uma visão geral de sua estrutura. Isso ocorre mesmo após a usabilidade dos mapas ter melhorado muito em relação a mesma pesquisa realizada 7 anos atrás, além de o número de sites com este recurso ter subido de 48% para 71%. Além disso, muitos sites mudaram o nome do site map para, por exemplo, “guide”, “overview”, “index” ou “directory”, mesmo assim, não melhorou a popularidade dos mapas.
Na minha opinião, isso ocorre por 2 motivos: O primeiro é o fato de que clicar no link “mapa do site” é muito pouco atrativo, ou seja, não estamos tratando de uma cidade histórica, onde primeiro queremos saber todos os lugares que podemos visitar antes de começar a “exploração”. O usuário entra no site devido a um propósito, e suas ações são tomadas de forma a cumpri-lo com o menor esforço (número de cliques) possível, independentemente se existe a possibilidade de fazer infinitas outras coisas no site. O segundo motivo é o fato da usabilidade em si. Acessar o mapa do site significa um clique a mais, gasto de tempo para ler o mapa (que pode não ser uma tarefa fácil), para só então acessar a página desejada. Nada disso condiz com a agilidade que o usuário atual procura em um site. Arrisco-me a dizer que, em certos casos, a necessidade de um mapa pode significar que o site está confuso ou mal organizado, de forma que um bom site, não só do ponto de vista da usabilidade, mas de forma geral, é aquele em que a maioria dos usuários têm acesso fácil e direto ao que procuram, sem precisarem de ferramentas para se localizarem.
Resumindo: em minha opinião, os site maps caíram em desuso devido a um dilema: se o site tem boa usabilidade, não precisa de sitemap. Se o sitemap for necessário, é grande a chance de o site possuir falhas de usabilidade.
Mesmo assim, Nielsen ainda recomenda os site maps, de forma que continuam sendo o único recurso que traz aos usuários a possibilidade de ter uma visão geral de tudo que o site contém. Além disso, ele diz que:
- Site maps não “machucam” quem não os usa
- Site maps ajudam, mesmo que poucas pessoas
- Site maps tem um custo muito baixo
Eu concordo, pois não há motivo para não satisfazer aqueles usuários, mesmo que sejam poucos, que buscam saber tudo o que se pode fazer no site. Porém, apesar de “não machucar” quem não os usa, não vejo necessidade para que o link do site map dispute espaço com os links mais “relevantes”. Creio que sua prioridade deva ser muito baixa.
O que recomendo é que, antes de fazer o site map, seja feita uma análise detalhada do ROI (return of investment) trazido em contrapartida aos custos de implantação (tempo e recursos) do mapa. Deve-se sempre levar em consideração que são poucos os usuários que procuram pelo mapa do site, além do que, se o site for bem construido, o usuário não sentirá falta dele.
Provavelmente, mesmo depois de analisar o ROI, você irá optar por construir o site map. Sendo assim, aconselho seguir as dicas de Nielsen:
- Chame-o de “mapa do site” ou “site map”, e use seu label como um link permamente para o mapa por todo o site.
- Use um design estático. Não ofereça recursos interativos aos usuários no site map. A idéia é oferecer visualização rápida, sem necessitar de interações adicionais (exceto scrolling, se necessário).
Um mapa de site é, acima de tudo, um mapa. Não deve ser um desafio navegá-lo. Os usuários detestam ter de aprender maneiras especiais de atingir seus objetivos para um site específico. Site maps devem ser simples, com layout compacto de links, e devem mostrar tudo em uma única visão.
A única pequena complexidade que Nielsen recomenda é usar layouts multi-colunas. Nos testes realizados, os usuários destes layouts tiveram mais sucesso em cumprir suas tarefas do que os usuários de layouts de colunas simples. Isso ocorre pelo fato de que, com mais colunas, menos scrolling é necessário, o que faz com que o usuário não se perca ao rolar a página, nem deixe escapar informações.
artigo baseado em: http://www.useit.com/alertbox/sitemaps.html
Felipe Massardo
Consultoria: felipe_massado@yahoo.com.br
Gostei desse artigo. Ta melhorando a escrita. Deixando o artigo menor e com mais referÊncias.
Parabens!
Abraços.
Comentário por Michel Zanini — 22/09/2008 @ 23:09 |